quinta-feira, outubro 30, 2014

Fim de um ciclo: Adeus não, me diga “até breve!”


        Sinto que a nossa realidade não é só onde estamos hoje ou onde queremos estar amanhã, mas ela é feita também, e principalmente, de todas as coisas que já nos aconteceram na vida, de todas as pessoas que conhecemos, de tudo o que fizemos, sentimos, pensamos... E desenvolvendo um pouco melhor essa sensação, começo a pensar se felicidade não é sorrir de leve, mesmo que sozinho, ao pensar em tudo isso. Sabe aquele sorrisinho bobo de canto de boca? Pois bem. É assim que fico toda vez que penso na Bendita Festa. A satisfação é tamanha, que às vezes o sorrisinho vira mesmo uma gargalhada. Coisa boa esse troço de felicidade...
        Mas, tudo na vida funciona em ciclos. Tudo tem começo, meio e fim. E daí vem um novo começo. E a gente muda. E a gente cresce. Expande horizonte, anda por outras estradas, que nos leva a outros caminhos e a novas descobertas, novos meios, novos fins, novos inícios, novos ciclos.
        Todo esse papo profundo é pra dizer, que, após um ciclo completo de nove anos de vida, a Bendita está indo para outras estradas. Assim, o amor empregado na Bendita Festa por todos estes anos continuará sendo semeado por outras áreas. Porque isso é o que importa: o fazer com amor.
        É o fim de um ciclo, mas também é o começo de um novo: a Bendita Festa terá sua última edição no dia 29 de novembro do ano do senhor de dois mil e catorze. E hoje, dia 30 de outubro do mesmo ano, inauguramos nossa primeira exposição a partir das dezenove horas na Caixa Cultural do Rio de Janeiro: a individual do paulistano Gabriel Centurion, intitulada Caverna Kitsch.
        Esta página deixará de ser somente para notícias da Bendita Festa e passará a contar um pouco mais do que estamos fazendo (Alice e eu) por aí em nome da Bendita Produções. Quem quiser continuar nesse dedinho de prosa conosco é só puxar a cadeira e se sentir em casa. Quem ficou desapontado e quiser sair, tudo bem, a gente continuará por aqui se um dia você quiser voltar, com um sorriso aberto.
        Praticar o desapego emocional e deixar a festa desintegrar-se foi difícil, confesso que insisti mais do que devia, porque não é fácil largar mão de quem a gente gosta não é mesmo? Mas em compensação foi muito fácil abraçar o novo. Comecei fazendo um freela aqui e outro ali com a produtora parceira Oiyá Projetos Culturais e quando vi tava coordenando uma exposição, também com o apoio de Roberta Martinho da Oiyá.
        E que o caminho da Bendita Produções seja longo e seja vasto e seja fértil e nos leve a outros caminhos tão lindos quanto todos traçados até o momento. Porque queremos continuar trabalhando com aquilo que gostamos: arte, música, entretenimento, felicidade...
        Avante!
        Espero vê-los na próxima (e última) Bendita Festa e também poder contar muitas coisas novas pra vocês daqui pra frente, pela página ou ao vivo.


Ana Carmo

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